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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Moto mata? 23 pessoas morrem por dia em acidentes com veículo no Brasil

Ir e voltar do trabalho, escola, faculdade. Os ônibus cada vez mais lotados. E na hora de pico - quem aguenta ver o sol subir e descer parado num congestionamento? É, “acho que vou comprar uma moto, e virá junto com ela a economia de tempo, dinheiro e a sensação de liberdade de quem vive a vida sob duas rodas.” Esse é um pensamento muito comum para os dias de hoje, que contribui para proliferação das motocicletas nas cidades como se fossem pragas. Na mesma proporção, aumenta-se o número de acidentes envolvendo-as – o que já está se transformando em algo casuístico para a sociedade, e até agora, pouco ou quase nada se tem feito para melhorar o quadro desse novo drama urbano.

“É uma epidemia, porque os números mostram um alto índice de acidentados de moto, um alto índice de sequelados. Como epidemia, elas exigem medidas fortes, precisam de estudos estatísticos adequados, precisam da intervenção da engenharia de tráfego, precisa-se de medidas fortes como foi tomado com a gripe suína”, diz o médico Marcelo Rosa ao portal G1.

De 255 acidentados de moto atendidos no Hospital das Clínicas de São Paulo num período de seis meses (entre maio e novembro de 2009), 84 precisaram de internação e, destes, 54% tiveram fratura exposta e 12% tiveram lesões neurológicas. A média foi de 18 dias de internação, sendo que 14% dos pacientes precisaram ser internados novamente. Tudo isso custou R$ 3 milhões à instituição. E vale ressaltar que 71% dos envolvidos eram jovens no auge da produtividade.

Fui só mais um
Sempre gostei de moto, mas não queria depender de uma para desenvolver minhas atividades do dia a dia. Digo isto, porque meu pai já me alertava dos perigos e dos acidentes que via nas estradas diariamente envolvendo motocicletas. Porém, quis o destino que eu herdasse a moto dele para me locomover até meu atual trabalho. Andei certinho até o dia que precisei correr.

Fiz hora extra quando não podia e fiquei atrasado para um compromisso inadiável. Foi então que “esgoelei” a titanzinha azul. Fui “costurando” quem estava em minha frente, até que me deparei com um “indeciso”, que virou sem dar seta com seu carro para onde não podia e “me achou”. Bati, caí e logo levantei. Na hora só pensei: “estou atrasado!”. Não sentia dores, estava todo ralado é claro, mas evitada procurar ferimentos. O indeciso, todo preocupado e reconhecendo o erro, prestou socorro, porém, eu disse que estava bem. Cada um tomou seu rumo e a avenida não ficou impedida por causa de um saco preto.

Agradeço muito a Deus por conseguir escrever esse texto hoje, já que no dia em que me acidentei, poderia estar entre as 23 pessoas que morreram naquelas 24h vítimas de acidentes de moto no Brasil.

Morte silenciosa e medidas de prevenção
Quedas de avião provocam centenas de mortes, e suas repercussões na imprensa do mundo todo não cessam enquanto todas as causas das tragédias não forem esclarecidas. Contudo, acidentes envolvendo motocicletas são encarados como se fossem previsíveis e inevitáveis. E as autoridades pouco fazem para melhorar essa situação.

Mas moto mata? Ou quem mata ou se mata é o indivíduo que a pilota? Bem, aí vão as principais medidas sugeridas por especialistas para conter os índices de acidentes com motocicletas: 1) ampla campanha de conscientização em empresas e nas ruas, lideradas pelas Prefeituras; 2) restrição e fiscalização de velocidade em corredores onde é alta a incidência de acidentes; 3) mudanças estruturais em vias com a criação de faixas exclusivas; 4) formação mais consistente dos motociclistas na habilitação e reeducação permanente.

Recentemente, o Conselho Nacional de Trânsito tornou obrigatório treinamento especial para motoboys, que só poderão exercer a profissão se tiverem 21 anos de idade e dois de habilitação. Contudo, em São Paulo, eles são só um em cada quatro motoqueiros. Há cinco anos, mais da metade das vítimas de moto na capital paulista eram motoboys, que trabalham com a motocicleta. Hoje, 67% das vitimas são trabalhadores, que usam a moto como meio de transporte.

5 comentários:

Anônimo disse...

Quem anda de moto pode cair e se arrebentar,
Andei de moto,
Logo, caí e me arrebentei.

Marcio Morete

Anônimo disse...

Graças a Deus não vejo isso todo dia, porque ainda não temos esse problema em cidade pequena

Dayane Soares disse...

Me stressei com esse blogspot, logo falo. Um dia ai escrevi várias coisas, dentre elas meu medo, muito medo, de moto e a expressão de "Nossa, ainda bem que seu tombo não foi grave", mas nem vou comentar isso mais. rs

Ótima análise Dom Juan (pra não perder o costume, dados assustadores, e não tinha pensado pelo lado de que a culpa também é das autoridades e de fato é isso mesmo. Temos sistemas falhos por todo canto.

Dayane Soares disse...

Esqueci de fechar o parêntese, mas é logo depois da palavra 'costume' :)

MARCELO LUIZ disse...

NOSSA CARAKA,É ASSUSTADOR MESMO, SOU MOTOQUEIRO A 16 ANOS,MOTO NÃO MATA,QUEM MATA É O PILOTO OK!!! MOTOQUEIRO DE VERDADE OU JÁ CAIU OU VAI CAIR,QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS,SÓ UMA DICA NUNCA ANDE MAIS RÁPIDO QUE O SEU ANJO DA GUARDA,BLZ,HÁ SIM AGORA QUE ESTÃO CICATRIZANDO OS RALADOS QUE TIVE NO CAPOTE COM A MINHA XT ... RSRSRS ABRAÇOS A TODOS (MARCELO 31 ANOS)