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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Amor ou Prazer?


A doutrina do prazer carnal nasce muitas vezes em casa, propaga-se nas escolas e ganha força com as mediações sociais, televisivas ou de rede. As crianças são o espelho dessa cultura hipersexualizada que semeamos a todo o momento em solos de inimaginável fertilidade. Instituições primárias de ensino e até mesmo igrejas servem de passarela para crianças desfilarem de salto alto, mini-saia, top, entre outros adereços hipererotizados que a massa já se acostumou a consumir.

Pais e avós já falavam que para ver os calcanhares das mulheres em suas respectivas épocas só seria possível quando a Seca no Nordeste acabasse. Hoje a Seca continua e a mídia se encarrega de desmistificar e divulgar o quão é normal homens e mulheres aparecerem seminus, ou até mais que isso na TV ou internet, ajudando a cultivar jovens hipererotizados em nossa sociedade. Estes mesmos jovens, que descobrem cada vez mais cedo o prazer da masturbação, fazem sexo com a maior naturalidade e refletem o que a nova cultura vem formando. Noções de temperança do prazer carnal são desconhecidas e até mesmo achincalhadas quando transmitidas, pois o viciado nunca reconhece que é e, quando descobre por conta própria torna-se vítima do aborto, das DSTs e dos divórcios.

Não vou discutir se é certo ou errado sexo antes do casamento, porém, não podemos negar que a intemperança do prazer carnal, nas mais variadas faixas etárias, vem contribuindo significantemente para formar a “Sociedade do Sexo”, intitulando homens e mulheres como produtos industrializados, descartáveis e facilmente encontrados nas prateleiras da vida.

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